Uma peça de teatro ou vida real? Não importa!!!
Está triste, está sozinha e sentada num banco de jardim.
Recebeu uma carta de alguém. Alguém que a deixa distante de tudo e de todos à sua volta. Alguém que não se esqueceu dela e que por alguma razão não pode estar presente.
Ela Pensa no assunto mas as incertezas ocupam-lhe o pensamento.
Silenciosamente, recorda todas as letras da carta escrita. Sem explicações ocorre-lhe no pensamento que é saudade que ela sente por alguém que está ausente.
Saudade
Não tenho percebido cores;
Não tenho sentido mais o néctar das flores;
Não sei mais o que é real e nem abstracto.
Talvez neste exacto momento, não sonhasse com o futuro,
Nem vivesse no passado;
Há dias tenho vagado na mente distante, incessante,
Mas exactamente neste instante, tenho sido incoerente e não só com opiniões diferentes,
Mas também com pouca e muita gente.
Sou assim...Naturalmente!
“O que fazer?”.
Tenho medo da dor, tenho medo de sofrer,
Tenho medo de brigar com meu amor, de matar, de morrer...
Será que todos são assim?
Não sei mais quem sou!
Não tenho estado mais aqui comigo.
A saudade, engrandece a tristeza,
Que mesmo sendo de nossa natureza,
Não consigo aceitar!
Sinto falta de tudo, sinto a tua falta!
Na memória, a lembrança tardia de um sorriso e um olhar de uma triste alegria, que glorifico!
É o que me faz despertar.
Poema de Diogo Sales

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